Definição do homem e suas implicações para a saúde mental

Durante a pós-graduação em Análise Existencial e Logoterapia Frankliana1, um dos estudos desenvolvidos consistiu em correlacionar uma obra com as dez teses da pessoa humana de Viktor Frankl2. A reflexão desenvolvida a partir desse exercício mostrou-se especialmente fecunda e, por isso, venho compartilhá-la com vocês.

Ela parte de uma pergunta que atravessa tanto a fé quanto a experiência clínica: o que é o ser humano, afinal, e como essa compreensão influencia a forma como lidamos com o sofrimento psíquico, o sentido da vida e a saúde mental?

A obra escolhida para esse estudo é uma das visões cosmológico-antropológicas de Santa Hildegarda de Bingen3, descrita no Liber Divinorum Operum 4. Trata-se de uma visão de caráter simbólico-teológico, própria da espiritualidade medieval. Não estamos, portanto, diante de definições conceituais, mas de uma imagem que comunica verdades profundas por meio de símbolos dotados de densidade ontológica.

A visão antropológica nela expressa não é a do homem como “medida de todas as coisas”, longe disso, mas a do homem como microcosmo da criação, um reflexo vivo da harmonia cósmica criada por Deus, chamado a participar da ordem divina inscrita na criação. Em Santa Hildegarda, o ser humano ocupa um lugar singular na criação porque é capaz de reconhecer, acolher e responder a essa ordem maior que o envolve.

Talvez essa obra não lhe pareça tão distante. Afinal, essa forma simbólica reaparece, sob outra linguagem, quatro séculos depois, no Homem Vitruviano5 de Leonardo da Vinci6. Embora situado no contexto humanista do Renascimento, esse símbolo conserva a sabedoria de que o corpo humano expressa uma ordem inteligível e não arbitrária, ainda que o eixo interpretativo comece a se deslocar progressivamente para o homem.


Psicóloga com mais de 9 mil horas de prática clínica

“Acredito que quem sofre com ansiedade, estresse ou sobrecarga emocional não precisa de mais técnicas soltas, mas de um caminho que realmente sustente aquilo que já sabe.”

Dayse Hirakawa



Enquanto no contexto renascentista, a ordem passa a ser progressivamente interpretada a partir do corpo humano e de suas proporções, em Santa Hildegarda ela se manifesta simbolicamente, situando o homem no interior da totalidade cósmica. Aqui, o corpo não mede a ordem, ele é medido por ela.

Na segunda visão apresentada pela santa, a figura humana encontra-se ereta, no centro de uma complexa estrutura formada por seis círculos interligados, que representam diferentes níveis da ordem cósmica. Os braços estendem-se lateralmente, formando uma cruz na direção da circunferência, indicando abertura, receptividade e relação.

Wighard STREHLOW, La guérison du corps et de l’esprit selon Hildegarde de Bingen, Saint-Jean-de-Braye, 2002, Editions Dangles, p. 52.

Cada uma dessas esferas apresenta elementos simbólicos próprios. No círculo do fogo claro, observam-se dezesseis estrelas e três animais; no fogo escuro, mais estreito, duas estrelas e três animais; na camada de puro éter, cuja espessura corresponde à soma das duas anteriores, contam-se quarenta e uma estrelas e mais três animais; segue-se a camada de umidade, também com três animais; depois, uma esfera densa e branca com quarenta e quatro estrelas; e, por fim, a esfera aérea e tênue, marcada por nuvens ora claras, ora sombrias.

No exterior dos círculos, aparece uma grande figura antropomórfica cósmica, com pés abaixo e braços que acolhem todas as esferas. No alto, de forma distinta, aparece a cabeça que figura o princípio superior de governo e inteligibilidade. Esse conjunto simbólico representa o princípio divino ordenador, que contém, sustenta e governa o cosmos. A figura humana está contida nela, expressando a dependência ontológica da criatura em relação ao Criador.

O homem aparece também recebendo a ação dos ventos que emanam das regiões circundantes. Esses ventos atravessam tanto a roda cósmica quanto o próprio homem, indicando uma relação dinâmica entre o ser humano e a estrutura do universo. Desde o início, a visão não apresenta um cosmos estático, mas uma realidade viva, atravessada por forças em movimento.

No canto inferior, aparece a própria Santa Hildegarda sentada, escrevendo. Ela não se coloca dentro da visão como protagonista, mas como testemunha e intérprete, reforçando que a imagem não nasce da imaginação subjetiva, mas de algo recebido.

Se, anteriormente, a atenção esteve voltada à descrição da imagem, agora importa compreender o significado simbólico e teológico dos elementos que a compõem.

Essa segunda evocação de Santa Hildegarda desenvolve uma visão anterior, retomando tanto a simbologia trinitária quanto a chamada “visão em forma de ovo”, presente no Scivias 7, que alude ao universo. Consideradas em conjunto, a primeira e a segunda evocação manifestam um mesmo conteúdo teológico central: a apresentação do “Eu sou” como virtus Dei e ignis vivus 8, princípio vivo que acende cada centelha de vida e não pode ser penetrado por nada de mortal.

A presença divina envolve e ordena o cosmos, conferindo-lhe inteligibilidade. O homem, criado à imagem e semelhança de Deus, aparece como centro da criação não por domínio arbitrário, mas por participar, de modo singular, dessa ordem que o precede e o transcende. A cruz formada pelos braços não é apenas geométrica, mas teológica, indicando que a condição humana é, ao mesmo tempo, corporal, cósmica e espiritual. É nesse contexto que Santa Hildegarda afirma que o homem é “corpo, alma e inteligência” 9.

Tal formulação, contudo, não indica uma fragmentação do humano em partes autônomas. Ela expressa, em linguagem simbólica, a unidade do ser humano enquanto realidade corpórea e espiritual, dotada de razão e liberdade. A roda e a figura humana aparecem sacudidas por sopros que emanam dos grupos de cabeças de animais, revelando um universo dinâmico, marcado por ações e interações que ora se opõem, ora se equilibram, como o ímpeto ígneo moderado pela esfera da umidade.

Esses ventos, afirma a santa, “mantêm a força vital do universo inteiro e do homem, que contém em si a totalidade da criatura” 10; isto é, o ser humano reúne em si tanto o mundo material quanto o espiritual, bem como as funções pertinentes ao mundo mineral, vegetal, animal e intelectual.

Os ventos que atravessam a roda e a figura humana simbolizam realidades criadas por Deus, boas em si mesmas, que sustentam o dinamismo da vida. O conflito, contudo, não nasce da existência dessas forças, mas da perda de sua justa medida. Quando ordenados, os ventos conservam a harmonia do cosmos e do homem; quando desordenados, produzem ruptura interior e sofrimento. A visão de Santa Hildegarda apresenta, assim, um universo vivo, no qual o ser humano é chamado não a suprimir as forças que o movem, mas a ordená-las segundo a medida da criação.

Nesse sentido, a imagem dos ventos permite compreender o sofrimento humano não como algo meramente patológico ou acidental, mas como sinal de desordem na relação entre as potências que movem o homem. Isso se torna ainda mais eloquente quando se observa que os ventos partem de cabeças de animais em direção à região do ventre, indicando que certos movimentos vitais atingem primeiramente o nível sensível, no âmbito do apetite, não da razão. O símbolo não afirma que todo o agir humano se origine desses impulsos, mas mostra que o homem é atravessado por movimentos que precedem a deliberação racional e exigem ordenação.

Ao situar o homem no centro da roda, a visão afirma que ele não se identifica com esses impulsos nem é governado por eles. O ventre recebe o movimento, mas não o determina; o homem é chamado a integrar, ordenar e direcionar essas forças segundo uma medida superior (visível na concentração de raios dourados acima de sua cabeça).

Desse modo, o conflito interior não nasce da existência dos impulsos vitais, mas da ausência de um princípio que os governe. A visão não propõe a supressão do que move o homem, mas sua integração numa ordem que permita à vida humana viver de modo integrado, sustentar escolhas para além das oscilações afetivas e orientar-se por um sentido que permaneça mesmo quando o prazer diminui ou a dor aumenta.

Talvez você esteja se perguntando: compreendi o simbolismo do que é o homem em Santa Hildegarda, mas o que isso tem a ver com Viktor Frankl? Para responder a essa questão, é necessário apresentar, ainda que brevemente, o núcleo de seu pensamento antropológico.

Ao formular as dez teses da pessoa humana11, Frankl buscou preservar, no âmbito da clínica e da psicoterapia, uma compreensão integral do homem diante das reduções psicologizantes e biologizantes que marcaram o século XX. Seu esforço não consiste em oferecer uma fundamentação metafísica da pessoa, mas em descrever, em linguagem existencial e terapêutica, estruturas da experiência humana, sem as quais o sofrimento tende a ser reduzido a processos funcionais ou meramente adaptativos.

Sendo assim, essas teses formam um conjunto coerente, no qual cada uma ilumina um aspecto da mesma realidade: o homem enquanto pessoa. Para fins didáticos, é possível agrupá-las em três núcleos fundamentais, que estruturam o pensamento antropólógico de Frankl. No primeiro conjunto de teses, Viktor afirma a unidade e a indivisibilidade da pessoa humana. O homem não é um agregado de dimensões biológica, psíquica e noética justapostas, mas uma unidade pessoal que se expressa nessas diferentes dimensões. Qualquer abordagem que fragmente o ser humano (ainda que eficaz em aspectos pontuais) perde de vista a unidade que sustenta sua identidade pessoal.

No segundo núcleo das teses, o psiquiatra austríaco introduz a dimensão noética da pessoa humana. É nela que se situa a liberdade propriamente humana: a capacidade de tomar posição diante dos próprios impulsos, afetos e condicionamentos. Embora essa dimensão em Frankl não constitua uma definição metafísica da alma, ela descreve, em linguagem existencial e clínica, a instância pela qual o homem não se identifica com seus impulsos e pode orientar o próprio agir de modo livre e responsável.

No terceiro conjunto de teses, Frankl afirma que a pessoa humana é essencialmente responsável e orientada ao sentido. O homem não aspira primariamente ao prazer nem à simples adaptação ao meio, mas à realização de valores que conferem significado à sua existência. Mesmo o sofrimento, embora não seja buscado em si mesmo, pode ser integrado à vida quando é assumido à luz de um sentido que o transcende.

Consideradas em conjunto, as dez teses da pessoa humana oferecem uma compreensão antropologia de caráter existencial que preserva a unidade do homem, reconhece a realidade de seus condicionamentos psicofísicos e, ao mesmo tempo, afirma sua liberdade e responsabilidade diante do sentido. É precisamente nesse nível descritivo que busquei estabelecer uma leitura comparativa entre a formulação conceitual de Viktor Frankl e a visão simbólica de Santa Hildegarda, sem confundir os planos nem suprimir suas distinções próprias.

Ao passar da visão simbólica de Santa Hildegarda de Bingen para as teses de Viktor Frankl, é necessário um esclarecimento decisivo: não se trata de afirmar identidade de linguagem, de fundamento filosófico ou de nível de explicação, tampouco de finalidade última. Santa Hildegarda compreende o homem a partir da ordem do ser e da criação; Frankl, por sua vez, descreve a experiência humana a partir da vivência do sentido, no interior da clínica e do horizonte existencial, sem recorrer a uma fundamentação metafísica explícita.

As teses de Frankl, portanto, não exprimem o conteúdo da visão hildegardiana nem oferecem seu fundamento. Elas descrevem fenomenologicamente efeitos observáveis no agir humano que, na tradição clássica, encontram explicação a partir da ordem do ser.

Dito isso, pode-se reconhecer que ambos constatam, em níveis distintos e não equivalentes, que:

  • o homem não se reduz ao biológico ou ao psíquico

Na primeira tese, Frankl afirma a unidade da pessoa, sem qualquer fragmentação do homem em instâncias independentes. Em sua segunda tese introduz uma compreensão dimensional do humano, segundo a qual o homem só pode ser compreendido adequadamente quando considerado em suas diferentes dimensões. Na tese seguinte, explicita que o ser humano possui uma dimensão espiritual (noética), irredutível ao corpo e à psique, na qual se manifestam a liberdade, a responsabilidade e a abertura ao sentido. Ou seja, a partir da observação clínica, o homem não se explica plenamente por condicionamentos biológicos ou psicológicos.

Em Santa Hildegarda, uma realidade análoga é expressa simbolicamente na segunda visão do Liber Divinorum Operum, onde o homem aparece atravessado por forças, mas não esgotado por elas. Sua posição central na roda não indica supremacia funcional nem domínio causal, mas dignidade ontológica, decorrente de sua participação singular na ordem da criação.

  • o homem não se identifica plenamente com seus impulsos

Viktor Frankl afirma, na tese quatro, a liberdade interior da pessoa, mesmo sob condicionamentos somáticos e psíquicos. Na tese cinco, sustenta que o homem pode tomar posição diante de seus impulsos. Embora não explicite o princípio ontológico dessa capacidade12, ele a apresenta sobretudo como uma experiência recorrente e verificável da existência humana.

Em Santa Hildegarda, a imagem dos ventos que atravessam o homem parte de regiões simbolicamente associadas ao nível animal e atinge o ventre, indicando o âmbito sensível e apetitivo. Contudo, o homem não se confunde com esses movimentos. Situado no centro da roda, ele pode ser afetado, mas não está ontologicamente destinado a ser governado por eles. A ordenação do homem, quando preservada, decorre do governo da razão iluminando a vontade, fortalecida pela virtude e pela graça.

  • sua vida não se limita à busca de prazer ou à simples adaptação ao meio

Na sexta tese, Viktor Frankl afirma que o homem é primariamente orientado para o sentido, e não para o prazer. Na sétima, critica as concepções hedonistas e homeostáticas da vida humana, mostrando que a busca direta do prazer ou do equilíbrio psíquico como fins últimos conduz ao vazio existencial. Na oitava tese, descreve a fragilização da existência quando o homem perde direção e finalidade, fenômeno que observa clinicamente no que denomina neuroses noogênicas, caracterizadas pela perda de sentido e de orientação existencial.

Já na visão da santa, quando os ventos conservam a justa medida, sustentam a harmonia do universo e do homem; quando se desordenam, produzem ruptura e sofrimento. A vida humana não se sustenta no imediato, nem no prazer sensível tomado como fim, mas na ordenação a um princípio superior. Aqui, o que em Frankl se expressa em nível descritivo como busca de sentido encontra, em Santa Hildegarda, sua inteligibilidade ontológica, como a ordenação da criatura a um fim último que a transcende e a estrutura desde o ser.

Dito isso, longe de afirmarem a mesma coisa, Santa Hildegarda e Viktor Frankl operam em níveis distintos de compreensão do humano. Contudo, essa distinção de planos permite compreender por que intervenções clínicas eficazes no alívio de sintomas nem sempre são suficientes para sustentar a vida psíquica ao longo do tempo, quando falta ao homem uma ordem interior, capaz de integrar afetos, escolhas e sentido.

Assim, torna-se possível reconhecer que o homem não se esgota na materialidade nem nos processos psíquicos, verdade conhecida na tradição cristã e constatada, em nível descritivo, pela experiência clínica. Consequentemente, a saúde mental não se mede apenas pela redução de sintomas ou pela adaptação funcional, mas pela presença de uma ordem interior que permita ao homem sustentar suas escolhas, integrar suas forças e orientar a própria existência por um sentido que não se dissolve diante das circunstâncias imediatas.

  1. A pós-graduação em Análise Existencial e Logoterapia Frankliana foi cursada no Centro Universitário Católico Ítalo-Brasileiro, instituição reconhecida pela formação em psicologia clínica e existencial, com base na obra e no pensamento de Viktor Frankl. A formação enfatiza a antropologia frankliana, a noção de sentido da vida e a responsabilidade pessoal diante do sofrimento. ↩︎
  2. Viktor Frankl (1905–1997) foi psiquiatra e neurologista austríaco, fundador da Logoterapia. Sobrevivente dos campos de concentração nazistas, desenvolveu uma antropologia que compreende o ser humano como uma unidade bio-psico-espiritual, caracterizada pela liberdade interior, responsabilidade e abertura ao sentido, mesmo em condições extremas de sofrimento. ↩︎
  3. Santa Hildegarda de Bingen (1098–1179) foi uma abadessa beneditina alemã, mística, escritora, compositora e pensadora medieval. É autora de importantes obras visionárias e teológico-antropológicas, entre as quais Scivias, Liber Vitae Meritorum e Liber Divinorum Operum, nas quais apresenta uma visão simbólica e integrada do ser humano como microcosmo inserido na ordem da criação. Produziu também tratados de medicina natural e composições musicais litúrgicas, articulando corpo, alma e espírito em uma concepção unitária de saúde, moral e vida espiritual. Foi proclamada Doutora da Igreja em 2012 por sua contribuição singular ao pensamento cristão. ↩︎
  4. O Liber Divinorum Operum (Livro das Obras Divinas) é uma das principais obras visionárias de Santa Hildegarda de Bingen. Escrita no final de sua vida, a obra apresenta uma série de visões cosmológico-antropológicas que descrevem a relação entre Deus, o cosmos e o ser humano por meio de imagens simbólicas densas, próprias da espiritualidade medieval. ↩︎
  5. O Homem Vitruviano é um célebre desenho de Leonardo da Vinci, datado de aproximadamente 1490, inspirado nos escritos do arquiteto romano Vitrúvio. A imagem representa as proporções ideais do corpo humano inscritas simultaneamente em um círculo e um quadrado, simbolizando a relação entre o corpo, a geometria e a ordem do cosmos. ↩︎
  6. Leonardo da Vinci (1452–1519) foi um dos maiores expoentes do Renascimento italiano. Artista, cientista e pensador, destacou-se como pintor, desenhista, anatomista, engenheiro e observador da natureza. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão A Última Ceia, Mona Lisa e o Homem Vitruviano, no qual expressa uma visão integrada do ser humano como parte harmoniosa do cosmos. ↩︎
  7. Scivias (abreviação de Sci vias Domini, “Conhece os caminhos do Senhor”) é a primeira obra visionária de Santa Hildegarda de Bingen, na qual a santa apresenta, por meio de imagens simbólicas, a ordem da criação, o lugar do homem no cosmos e o desígnio divino. ↩︎
  8. Virtus Dei e ignis vivus são expressões recorrentes na obra de Santa Hildegarda de Bingen para designar Deus como princípio vivo e ativo da criação, fonte de toda vida e ordem, sem redução a uma força impessoal ou natural. Cf. Scivias I, visio 2; Liber Divinorum Operum, I, visio 1. ↩︎
  9. Pernoud, R., & Mallet, R. (2020). Santa Hildegarda de Bingen: Mística e doutora da Igreja. Dois Irmãos, RS: Editora Minha Biblioteca Católica. ↩︎
  10. Cf. Pernoud & Mallet (2020). ↩︎
  11. Frankl, V. E., & Pereira, I. S. (2016). A vontade de sentido: Fundamentos e aplicações da logoterapia. São Paulo, SP: Paulus. ↩︎
  12. A capacidade humana de tomar posição diante dos impulsos é atribuída por Viktor Frankl à dimensão noética (ou espiritual), entendida como o nível propriamente pessoal do ser humano, no qual se situam a liberdade, a responsabilidade e a abertura ao sentido. Tal dimensão é afirmada como irredutível ao biológico e ao psíquico, mas não é desenvolvida por Frankl em termos ontológicos clássicos (como substância, forma ou potência). Trata-se de um pressuposto ontológico, explicitado sobretudo a partir de suas funções existenciais e de seus efeitos no agir humano. ↩︎

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